sexta-feira, fevereiro 27

Fórum "Portugal de Verdade"


Foi anunciado pela Presidente do partido, no passado dia 10 de Fevereiro, o lançamento do «Fórum Portugal de Verdade», a realizar durante os meses de Fevereiro a Maio, com sessões em todas as capitais de distrito.

Sob a epígrafe "Sete títulos, sete temas", está dado o mote à diversidade de pensamento, à discussão e ao debate livre, isento e descomprometido, pugnando por soluções justas e inovadoras.

Eis as causas:

I. PME's no centro da política económica

II. Saúde: cuidados de saúde para todos

III. Desemprego: o combate social prioritário

IV. Justiça/Segurança: celeridade, certeza e credibilidade, uma trilogia impossível?

V. Desigualdades no país: abandono do interior vs. oportunidade do interior

VI. Educação: pela exigência, o mérito e o direito de escolha

VII. Velhos e novos pobres: solidariedade a quem precisa

Causa debet praecedere effectum

quinta-feira, fevereiro 26

"Dedo Duro"

Debate sobre as Eleições Europeias


Aproxima-se um importante ciclo eleitoral.

Aquele que, indubitavelmente, menos importância suscita junto dos jovens diz respeito ao primeiro acto, isto é, às eleições europeias.

E digo isto porque é indiscutível que as eleições europeias passam totalmente ao lado da camada jovem.

Facilmente se constatará que existem algumas razões de fundo que afastam os jovens da Europa, pese embora o esforço meritório de algumas pessoas e entidades que têm tentado remar contra esse alheamento e pugnar por uma maior aproximação e esclarecimento em torno das questões europeias.

Mas questão pertinente e assaz mais interessante é a de saber como contornar o problema. Sobre este último aspecto, duas questões se levantam:

1) O facto de a União Europeia carecer de suplantar as apreensões que suscita e como falar delas aos jovens europeus;

2) Como dar conta aos jovens europeus das profundas transformações que têm lugar num projecto vivo, embora complexo, se bem que de aparência tecnocrata, envolvendo-os nesta construção de “pequenos passos”, mas de grandes aspirações?

Há, de facto, muito caminho, a percorrer.

Mas falando de pequenos passos, eis uma iniciativa, promovida com o apoio da CCDR do Algarve, dando conta do lançamento de uma segunda geração da rede de centros de informação à escala europeia Europe Direct para o período de 2009-2012.

A nova rede alarga as possibilidades de os cidadãos receberem informação prática e aconselhamento sobre o exercício dos respectivos direitos na União Europeia.

O Centro proporciona também feedback dos cidadãos às instituições da UE, e promove regularmente o debate local e regional sobre temas da UE.

Para 2009, destaca-se, desde já, um Debate sobre as próximas eleições europeias a realizar nos próximos dias 24 de Abril e 8 de Maio, respectivamente, em Faro e Albufeira, com a presença de eurodeputados e representantes de todas as forças políticas. Em breve serão divulgados detalhes sobre o programa e as inscrições.

Objectivo: Vencer a periferia mental face à Europa, visto que é essencial que o debate europeu de qualidade progrida e avance em Portugal, que o mesmo seja direccionado para os jovens, com o intuito de eliminar a periferia mental com que as questões europeias são ainda frequentemente tratadas entre nós.

As novas instalações transitaram para o Palácio Doglioni, em pleno coração da baixa de Faro, próximo do histórico Teatro Lethes, e está aberto ao público todos os dias úteis das 9h30 às 13h e das 14h às 18h.

Merece a nossa visita!

E já agora, visitem também o site http://www.europarl.europa.eu/elections2009/default.htm?language=pt, totalmente dedicado às eleições europeias do próximo dia 07 de Junho de 2009!

segunda-feira, fevereiro 23

Afinal não é mentiroso




Afinal não é mentiroso… De facto, Portugal está mais pobre. É caso para dizer: cumpriu o que prometeu!

O nosso país encontra-se actualmente num estado preocupante a nível económico e muito próximo de uma depressão social, resultante em grande parte das políticas do actual governo.

Cada vez mais portugueses perdem a vergonha e recorrem a instituições de apoio social como é o caso do Banco Alimentar. Esta é uma consequência do desemprego e das reformas miseráveis, que aumentam cada vez mais a desigualdade social.

Este governo insiste em projectos megalómanos numa altura em que o endividamento externo aumenta a uma velocidade assustadora (2 milhões de euros/hora) e é quase irreversível, endividando as gerações futuras. Seria de maior utilidade canalizar os investimentos para apoiar as famílias e as pequenas e médias empresas que realmente precisam de apoio, preservando o actual emprego e estimulando o seu incremento.

Um governo que exige o pagamento a tempo e horas aos portugueses e às empresas e, no entanto, deve milhões e milhões a estas, estimulando a dívida interna e até ao encerramento de micro e pequenas empresas por falta de cobrança de valores avultados.


Um governo que prometeu 150 000 empregos e, no entanto, o desemprego atinge valores preocupantes e com tendência a aumentar, recorrendo a truques como a criação de reuniões nos centros de emprego para que no caso dos desempregados não compareçam por diversas razões deixam de contar para a estatística.


Aliás, esta tem sido a imagem de marca do actual governo, ou seja, preocupar-se com as estatísticas e com os números a apresentar à comunicação social. Para além dos números do desemprego e outros dados económicos, também se preocupa com os números do ensino.

Este governo adoptou um conjunto de políticas que promove o facilitismo no ensino, onde são formados jovens portugueses em massa nos cursos técnicos de equivalência ao 9.º e 12.º ano, chegando ao ridículo do curso de jogador de futebol permitir a equivalência ao 9.º ano de escolaridade. Não será perigoso um governo apostar na pseudo-formação em troca de estatísticas para usar como trunfo político? Eu diria que sim, com a agravante da educação ser um importante motor de desenvolvimento do país.

Que governo é este que com as suas politicas empurrou os jovens portugueses para o desemprego, a precariedade dos seus trabalhos, nomeadamente com ordenados que não correspondem às qualificações, falsos recibos verdes e ainda dificuldade em adquirir habitação, resultando numa permanência prolongada na casa dos pais.

Será que é este Portugal que queremos? Está na altura dos portugueses abrirem os olhos e nas próximas legislativas mostrarem o seu desagrado pelo rumo que este governo está a dar ao nosso país.

Lixeira - Take III

Eis os factos:

Já passaram alguns meses desde que a JSD/Faro denunciou, quer no blogue, quer junto do Presidente da Câmara Municipal, a existência de uma lixeira a céu aberto na zona da Lejana de Cima.

O assunto foi reenviado à FAGAR, que nos assegurou tratar-se, efectivamente, de uma questão de saúde pública grave e que iria ser resolvida no mais breve trecho possível. (que, pelos vistos, ainda não passou!)

A questão voltou a ser suscitada em sede de reunião de Assembleia Municipal e a única coisa que obtivémos por parte do executivo camarário foi ... o silêncio.

Ora, passados mais de cinco meses sobre a denúncia, eis o cenário actual:




















Nada foi feito!!!

Todos sabemos que a existência deste tipo de lixeiras a céu aberto, para além de ser degradante em termos visuais, consubstanciam um enorme perigo para a saúde pública, uma vez que aquelas exalam um cheiro nauseabundo que afecta a qualidade de vida e que atrai ratos e insectos, traduzindo-se num foco de poluição propício ao desenvolvimento de agentes patogénicos e consequentes contaminações da área envolvente.

No entanto, parece que estes perigos que nos inquietam não constituem motivo de preocupação nem da edilidade farense nem das entidades regionais ligadas ao meio ambiente!

Continuar a fazer ouvidos moucos com o lixo doméstico despejado a céu aberto é avalisar, legitimar acções indevidas e passar recibo de falta de senso, coerência e responsabilidade! Pena que a Câmara Municipal de Faro não tenha essa noção e que seja a população farense a principal prejudicada.

A consternação, aliada ao desalento e à frustração estão patentes.

Em Setembro de 2008, havia formulado a questão de saber se o lixo seria removido até final do ano. Não foi.

As outras questões mantêm-se:

Quantos mais situações teremos de denunciar?

Quantos mais apelos teremos de fazer?

Será que vai ser preciso lançar um concurso para que o lixo seja removido!?

Será que serão precisas verbas para reconduzir este lixo ao aterro sanitário!?

Será que podemos contar com uma solução para o problema...?

As reflexões estão (re)feitas, a denúncia (re)concretizada, as questões
(re)formuladas e a notícia (re)veiculada.

Falta saber se a mensagem foi (re)passada e se haverá mesmo solução à vista.