terça-feira, junho 23

Visita guiada à Mata do Pontal relança o MDP

O MDP - Movimento de Defesa do Pontal composto por entidades directamente relacionadas tanto com o Ambiente como com a Política, organizou na manhã do dia 20 de Junho uma visita guiada à Mata do Pontal, relançando este Movimento, assumindo “o compromisso de defesa intransigente dos valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa” com o intuito de chamar a atenção para o Pontal que se encontra em risco devido a “uma legislação permissiva, baseada em Projectos de Interesse Nacional (PIN)”.


Tratou-se inicialmente duma iniciativa do Bloco de Esquerda – Núcleo de Faro, à qual se juntaram a Almargem, Juventude Social Democrata / Faro, Moto Clube de Faro, o Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve e a Associação Faro 1540 recentemente criada.



Contando com um dia quente, o grupo de cerca de 50 pessoas não se fez rogado e deu por bem empregue o esforço necessário para vencer um belíssimo e rico percurso congeminado pelo Pontal, sempre com boa disposição e especial interesse nos discursos do orador Eng.º Luís Brás da Almargem, entendido na matéria.



O passeio contou com a presença do Eng.º Macário Correia candidato à Câmara Municipal de Faro, bem como João Santos Presidente da Almargem, os professores da Universidade do Algarve Patrício Serendero, João Brandão e José Moreira em representação do Bloco de Esquerda - Faro, um militante do Partido Comunista contando também com a presença do Namb e Juventude Social Democrata – Faro, não obstante os jornalistas Vítor Ruivo e Bruno Pires dos jornais algarvios Região Sul e Algarve123 respectivamente.



Foram avistados diversos camaleões, uma espécie protegida e em vias de extinção sendo um crime a sua recolha, trata-se de animais que não se adaptam em cativeiro e acabam por morrer. Outra espécie nas mesmas condições e observada neste passeio é a Tuberaria major também sofrendo um elevado risco de extinção, com um área de ocorrência muito limitada e descontínua. Poderá ser encontrada numa área actualmente reduzida a pequenos núcleos. A nível mundial 90% desta população encontra-se no Pontal. Uma árvore típica é o Sobreiro, verificando-se a presença de alguns indivíduos com várias centenas de anos. Observou-se obras como uma ponte com aproximadamente 100 anos e um forno de cal.



O lixo foi uma constante acompanhando-nos ao longo de todo o trajecto, por este motivo a organização tratou de “armar” os participantes com sacos de plástico para recolha dos resíduos.


Esta visita marcou o início da recolha de assinaturas para o abaixo-assinado apelando à defesa do PNRF e a sua devolução à população, recuperando-se o espaço natural do Pontal. Recolhidas as assinaturas, o documento será entregue nas Câmaras Municipais de Faro e Loulé, sendo o orador do passeio o primeiro a dar o exemplo prontificando-se a assinar o abaixo assinado.

Para mais informações sobre o Movimento:

http://defesadopontal.blogspot.com/

Redacção e Fotografia de Pedro Abrantes

quarta-feira, junho 17

Visita Guiada à Mata do Pontal


No próximo sábado dia 20 de Junho, terá lugar uma visita guiada à Mata do Pontal.
A visita sairá da porta norte do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve às 9h30.

Durante a visita iremos não apenas observar o estado de degradação em que a mata se encontra, mas guiados por especialistas em Geologia e em Ciências do Ambiente, vamos também poder conhecer os valores naturais que a Mata guarda. Tais como formações geológicas, povoamentos vegetais e espécies endémicas, bem como a Avifauna se a sorte nos ajudar.

Para participar na visita apenas é necessário:
Calçado cómodo para caminhar.
Chapéu e protetor solar
Água
Podes ainda trazer:
Um saco de plástico forte para recolher algum do lixo com que nos iremos cruzar.
Máquina Fotográfica e Binóculos.

Com as fotos tiradas iremos fazer um albúm on-line, e será concedido um prémio simbólico à melhor foto.

O trajeto e duração do passeio é adequado para participantes dos 7 aos 77 anos.

A JSD/faro apoia esta actividade e o movimento de defesa do Pontal.

Fontes Gulbenkian

Gostaria de deixar aqui um artigo de opinião que evidencia a expressão: "Quando a realidade ultrapassa qualquer tipo teoria ou ficcção".



A Urbanização Calouste Gulbenkian é sem dúvida um projecto urbano moderno e bem realizado.



Os prédios são facilmente acessíveis a pessoas com problemas de mobilidade, têm áreas verdes à volta, um campo de jogos comunitário e até um parque infantil.



Por outro lado, as minorias étnicas da vizinhança também gostam muito de algumas das características da nova urbanização.



Uma valência que tem atraído bastante as atenções dos vizinhos de etnia cigana (esta palavra deve ser lida sem conotações pejurativas, pois não é um adjectivo, mas sim um substantivo comum) são os bebedouros/ fontes/ ou simplesmente torneiras colocadas ao redor da urbanização.


É que o sucesso é tal, que estes vizinhos trazem consigo os seus simpáticos animais de estimação.


Infelizmente, estes nem sempre estão domesticados. E às vezes deixam umas prendas desagradáveis no passeio...

Mas se esquecermos o mau-cheiro e o aspecto inerente, tudo isto é natural, biodegradável e acaba por desaparecer com o tempo, portanto.



Por outro lado, os vizinhos étnicos, para além do livre e gratuito uso dos bebedouros, também reclamam para si outro direito - ESTACIONAR as carroças onde bem quiserem e entenderem, nomeadamente em cima da relva.



E não gostam de ser incomodados enquanto se abastecem livremente de água.

É o que se chama um "choque cultural" - que deve ser evitado sempre que uma das partes envolvidas é conhecida por ser violenta e faz-se acompanhar de armas brancas e de fogo

(nesta fotos apanhámos uma senhora armada com um carrinho de bebé de grosso calibre semi-automático com mira telescópica e lança-rockets, a ameaçar arremessá-lo à cabeça de um dos vizinhos étnicos)...



Por outro lado, esta comunidade tem fortes laços familiares.

Aqui vemos a matriarca, acompanhada pela família, a dirigir-se às operações de abastecimento de água.



Cerca de 500 litros de água, cortesia da FAGAR, com os cumprimentos da Câmara Municipal de Faro (um grande bem-haja).




Nesta imagem vemos um excelente exemplo de utilização ecológica da iluminação pública.

O poste também serve para amarrar burros e cavalos, que aqui podem até, comer a relva.



Ora venham daí mais animais, há água e relva em abundância para todos!



E se por acaso os animais estiverem distantes, os vizinhos étnicos dispõem de tecnologia à medida (literalmente) das necessidades - uma carroça cisterna pronta para levar água fresca e potável para os bichos, onde quer que eles estejam.



É um trabalho pesado, mas alguém tem que o fazer.



Aqui em casa, somos dois adultos e um bebé. Pagamos cerca de 17€ mensais de água à FAGAR. Hum, acho que vou arranjar uma dessas cisternas para o meu carro (que não é tão amigo do ambiente mas tem a vantagem de não comer a relva).



E assim acabamos a visita à Fonte Gulbenkian.

Se por acaso você for um cavalo, mula ou burro, se tiver um em casa, qualquer que seja a sua etnia, e hábitos alimentares, seja sempre bem-vindo e sirva-se à vontade nas Fontes Gulbenkian!

segunda-feira, junho 8

Vitória Europeia do PSD

Vencemos as eleições para o Parlamento Europeu com 31, 7% dos votos e com 8 deputados eleitos.

O PS ficou-se pelos 7 deputados e 26,6% dos votos. O Bloco de Esquerda soube no final da contagem que iria eleger 3 deputados e teve 10,73% dos votos. O PCP elegeu dois deputados com 10,66% dos votos e o CDS também 2 deputados com 8,37% dos votos.

Estamos todos de parabéns! Contudo, gostaria de parabenizar sobretudo, a JSD pelo seu papel dinamizador em torno destas eleições europeias, o qual esteve bem patente ao longo de todo o processo de campanha eleitoral e teve o seu apogeu na noite de ontem.

Parabéns extensivos naturalmente, a todos quantos lutaram para que esta vitória fosse possível, com especial incidência para o Carlos Coelho e Joaquim Biancard.

Por último, desejar a toda a equipa liderada pelo Dr. Paulo Rangel um bom trabalho em Bruxelas e Estrasburgo nos próximos 5 anos, fazendo votos que sejam dignos representantes do eleitorado português que neles depositaram o seu voto de confiança.

quinta-feira, junho 4

Macário Correia e o debate da ACRAL

O cabeça-de-lista da Candidatura “Refazer de Faro uma Capital”, Macário Correia, explicou esta segunda-feira porque considera “aventureira” a ideia da criação de mais uma grande superfície comercial no Concelho que, ao que se sabe, nascerá no Vale da Amoreira. Falando no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, durante o debate organizado pela ACRAL sobre Políticas de Urbanismo Comercial, Macário Correia afirmou que “os centros comerciais não são, em si, uma coisa boa nem uma coisa má”. Contudo, defendeu que, “para a Câmara lançar as bases de mais este empreendimento, é urgente ver resolvidas três questões”.

A saber:
"- Baixa de Faro e Centro Histórico – zonas nobres por excelência e tradicionais centros de comércio da cidade, são hoje “áreas deprimidas”. Património envelhecido e desaproveitado, carência de espaços verdes, caos urbanístico e escassez de estacionamentos, são algumas das razões que fazem o cartão de visitas da cidade fraquejar na concorrência que é movida pelo Forum Algarve. Urge pois, “olhar para a Baixa e Centro Histórico com especial atenção” antes de fazer estas zonas encarar, indefesas, mais um colossal empreendimento comercial;

- Sporting Clube Farense – Independentemente da adequação da solução encontrada para salvar este referencial do panorama desportivo e social algarvio, importa pensar em articular o investimento em comércio que se vai fazer. Reflectir nas consequências de mais uma centralidade comercial e tratar já de promover uma ligação harmoniosa com as zonas envolventes - Penha e Largo do Mercado. Em resumo, trata-se de “ver a floresta e não a árvore”.

- Visão de conjunto a Norte de Faro – Esta zona da cidade deve ser projectada em função de se tratar da mais clara área de expansão da cidade. E “gerir Faro é fazer todo o trabalho de casa antes de se aprovarem empreendimentos comerciais faraónicos”: é tratar de ter uma ferramenta global de urbanismo para toda a cidade e não aprovar, “casuisticamente e por conveniência de alguns”, alterações do PDM e Planos de Pormenor. Numa palavra, se o centro comercial do “Vale da Amoreira pode esperar, Faro não”!

in Algarve Press