sexta-feira, setembro 1

EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NO ALGARVE É UM ENORME RISCO AMBIENTAL E ECONÓMICO

Comunicado da Comissão Política de Secção da JSD/Faro

Com o preço do Petróleo a disparar para valores nunca vistos, o tema da exploração de Petróleo no Algarve voltou a ser discutido.

À primeira vista, é até com bons olhos que a maioria da população vê a hipótese da exploração petrolífera tornar-se uma realidade no Algarve, pois à partida haveria a possibilidade deste precioso liquido ser comercializado em Portugal a valores mais baixos do que os actualmente praticados. Pura ilusão!

De acordo com as informações que a JSD/Faro pode ter acesso, as contrapartidas que o Estado Português irá receber com esta exploração serão insignificantes, tornando-se mesmo inexistentes no caso da exploração ser de Gás Natural. Por outro lado, a população em nada irá beneficiar com esta extracção, pois o preço a pagar pelos combustíveis continuará a ser o preço normal de mercado.

Assim, a JSD/Faro interroga-se sobre quais as contrapartidas e quais as mais-valias que Portugal poderá ganhar ao permitir que a costa algarvia, sobretudo a área frontal à Ria Formosa, (uma das áreas mais sensíveis em termos ambientais), se transforme num campo petrolífero com inúmeras plataformas de extracção a laborar a poucas milhas da costa? Sobretudo quando a grande riqueza do Algarve passa pela industria do turismo que depende directamente da excelente qualidade ambiental e natural das praias que a região oferece.

Por outro lado, para além do impacte visual que algumas destas plataformas provocarão junto da costa algarvia, em caso de acidente quem irá responsabilizar-se pelos graves prejuízos na economia e no ambiente algarvio, que irão durar anos, caso uma maré negra atinja a costa?


O Presidente da CPS da JSD/Faro

Bruno Lage

quinta-feira, agosto 31

CONSUMO DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE DUPLICA!

O consumo da píluda do dia seguinte duplicou nos últimos 4 anos, sendo o Algarve a região portuguesa que mais utiliza este contraceptivo.

A procura da pílula do dia seguinte tem vindo a aumentar significativamente desde que foi introduzida no mercado. Hoje, as jovens recorrem muito a este tipo de pílula, constituindo mesmo, por vezes, alguma irresponsabilidade na utilização de métodos mais seguros e uma facilitação nas relações ocasionais.

A pílula do dia seguinte é um método anticoncepcional que interfere na ovulação, na fecundação e no revestimento interno do útero (endométrio), criando um ambiente impróprio para a implantação do óvulo fecundado, consoante a fase do ciclo em que é tomada.

Esta pílula, que se encontra à venda nas farmácias, é composta por doses elevadas de progestagénio (levonorgestrel) isolado ou associado a estrogénio (etinilestradiol). De notar que os progestagénios isolados são mais eficientes e causam menos efeitos colaterais, como náuseas, do que a associação de hormonas, não tendo esta pílula qualquer tipo de efeito sobre uma gravidez.

A pílula do dia seguinte ou contracepção de emergência deve ser utilizada para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou mal protegida. Por exemplo, quando esta ocorre durante o período fértil, nos casos em que houve um esquecimento na toma da pílula anticoncepcional normal ou em caso de ruptura do preservativo.

A pílula do dia seguinte deve ser tomada até 72 horas depois da relação não protegida. É também necessário que a mulher tenha consciência de que podem surgir efeitos secundários associados à toma deste contraceptivo. Os principais efeitos são cefaleias, náuseas e vómitos, mas também é comum haver irregularidade na próxima menstruação.

Recomenda-se, ainda, que mulheres com factores de risco tromboembólicos pessoais ou familiares evitem a ingestão deste tipo de produto, ainda que os riscos de complicações vasculares associados à pílula do dia seguinte estejam mal avaliados.

No caso de utilização recorrente da pílula de emergência, as altas dosagens de hormonas podem causar retenção de líquidos, tensão alta, náuseas, tromboembolismo e desequilíbrio hormonal, constituindo uma grave agressão ao organismo.

"DESPORTO"

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terça-feira, agosto 29

ESTÁDIO DE SÃO LUÍS VAI SER DEMOLIDO!

O Estádio de São Luís vai ser demolido para dar lugar a um projecto imobiliário, subsistindo apenas o pavilhão do clube.

Esta medida insere-se no âmbito da recuperação financeira do Farense, cujo passivo da sua SAD ronda os 12 milhões de euros.

Esperemos que o tal projecto imobiliário não se resuma a uns quantos prédios de 10 ou 11 andares, tanto mais que esta zona é uma das áreas da cidade com maior número de pessoas por m2.

Se esta condicionante não fosse devidamente equacionada, o problema de falta de estacionamentos e do transito caótico nesta área seriam muito graves, para não falar na ausência total de espaços verdes e de lazer, que tanta falta faz na nossa cidade.

Reclamação