quinta-feira, outubro 11

OBRA EM FARO!

Na Rua do Sporting Clube Farense deparamo-nos com a seguinte situação:

Está em processo de execução a construção de uma rede de distribuição de Gás Natural. Pensamos ser um investimento estratégico e uma mais valia para o abastecimento energético da Cidade, mas o problema prende-se com a forma como está a correr a execução da obra.

Ora vejamos;

Fazer desviar de forma "improvisada" uma conduta de distribuição de Gás para contornar uma viatura abandonada na via publica e em processo de degradação, não nos parece a forma mais correcta de proceder!

Será negligência da entidade responsável pela obra?

Será a falta de conhecimentos técnicos por parte do empreiteiro?

Será desconhecimento por parte da entidade inspectora?

Ou será mais uma prova cabal do total desleixo por parte da Autarquia Farense em relação à requalificação urbana da cidade de Faro?

terça-feira, outubro 9

AMEAÇA DE BOMBA EM FARO

Os escritórios do Jornal do Algarve receberam ontem de manhã uma chamada telefónica de um homem que anunciou que ia explodir uma bomba da ETA na cidade de Faro.

A ameaça surge num contexto de suspeita de que a ETA tenha uma base logística no Sul de Portugal. A descoberta de um carro de matrícula portuguesa com 130 quilos de explosivos em Ayamonte (21 de Junho) e o atentado em Durango com a fuga de etarras num carro português (24 de Agosto) adensaram essa suspeita.

De acordo com noticia avançada no jornal Correio da Manhã, a funcionária que recebeu o telefonema com a ameaça de bomba foi questionada ainda ontem de manhã nas instalações do Jornal do Algarve por agentes da PSP, por inspectores da PJ e por elementos do SIS.

A Directoria de Faro da PJ relatou, de acordo com a mesma fonte, a ocorrência à Direcção Central de Combate ao Banditismo, em Lisboa, a quem compete lidar com este tipo de ameaça e que pode mesmo já ter enviado inspectores para o Algarve. Os comandos da GNR em Faro e Portimão alertaram as patrulhas para estarem atentas a movimentações suspeitas e fizeram despistagem de potenciais alvos. Houve duas operações Stop na fronteira do Guadiana, uma de manhã e outra à tarde, mas já estavam programadas. A PSP admitiu reforço de controlo e vigilância mas não forneceu pormenores.

“O homem falava com voz serena, com a convicção de alguém que quer transmitir uma mensagem. Mas havia muito ruído de fundo e a funcionária não percebeu o local exacto, o dia e a hora”, disse ao CM Fernando Reis, director do Jornal do Algarve.

“Este telefonema não merece grande credibilidade, mas não podemos descurar. As forças de segurança colocaram no terreno os meios necessários e fizeram as diligências adequadas à situação”, disse ao CM a Governadora Civil. Isilda Gomes esclareceu que a reunião do Gabinete Coordenador de Segurança Distrital foi decidida após contacto telefónico com o ministro da Administração Interna e admitiu que “houve um aumento da vigilância”.

domingo, outubro 7

REQUALIFICAÇÃO DE ESPAÇOS DIGNOS

Muitas vezes, olha-se para o termo requalificação como sendo um termo muito complicado.

Na realidade requalificação entende-se como sendo uma reestruturação de um espaço ou de vários espaços. Quando se olha para o urbanismo de uma cidade a tendência é a criação de novos espaços, mais apartamentos, mais praças, pracetas e arruamentos. Definitavamente não se olha para o que já existe e não se efetiva planos de requalificação.

Em Faro, o que mais existe são espaços muito frequentados por pessoas e não se implementam medidas concretas de requalificação. É o marasmo que se vive nos Paços do Concelho. Reparem por exemplo no Largo de S.Pedro e a praça em frente ao Seu Café: um completo desajustamento do transito e estacionamento desenquadrado. Porque não devolver estes espaços ao cidadão?! Porque não acabar com as estradas e estradinhas desta zona, que ninguém as entende, e transformar este local numa única praça. Não será um sítio nobre?! Claro que sim.

É de realçar que o Largo do "Seu Café", sítio de referência em Faro, é um espaço que durante o dia é frequentado por pessoas mais idosas e à noite é o local de eleição para o encontro das camadas mais jovens da nossa cidade para uma noite bem passada.

Uma profunda reestruturação dos arruamentos, fechando-os ao transito e colocar os veículos a circular pelas ruas laterais a contornar este largo e com estacionamento em espinha, permitiria um espaço onde se oferece segurança e bons momentos de lazer ao cidadão. Apartir deste novo largo, poderia apostar-se na criação de mais restaurantes e cafés com grandes esplanadas aliadas a teatros ou concertos de rua, tal como se sucede em Madrid, Barcelona, Bruxelas ou Amesterdão. Garantidamente o comercio local agradece, o cidadão agradece e o visitante também.

Falta só a vontade política e o querer fazer!

Nuno Antunes

sexta-feira, outubro 5

FERIADO NACIONAL



Hoje comemoramos após noventa e sete anos a Instauração da República Portuguesa.

A implantação da República em Portugal aconteceu como um golpe inevitável dado o clima que se vivia no país.Nos últimos anos de monarquia a situação sócio- económica do país agravava-se de dia para dia, a crise tinha-se instalado, o povo vivia na miséria em contraste com a abundância em que viviam a classe política, a burguesia e a nobreza.Esta situação agravou-se com a questão do Ultimato Inglês, onde era exigido que Portugal se retirasse do território entre Angola e Moçambique (zona do Mapa cor-de-rosa), perdendo os benefícios de que usufruía nessa região. O descontentamento foi geral, tanto mais que ainda reforçava o poder do Rei, e os ânimos exaltaram-se.A partir de 1906 conjurava-se já o derrube da monarquia constitucional. Em 1908 deu-se, efectivamente, uma primeira tentativa de destituição da monarquia, mas falhou, tendo sido, no entanto, morto o Rei D. Carlos I e o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. O regicídio deu-se no Terreiro de Paço, onde foram ambos abatidos a tiro e D. Manuel II foi o seu sucessor.

Nos anos seguintes o clima foi-se agravando e, em 1910 o país vivia num caos com conspirações dos republicanos de um lado, conspirações dos monárquicos do outro, os operários faziam greve reclamando melhores condições de trabalho e de vida e a classe média, mostrava-se tão furiosa como o operariado, pois perdiam com a falência do banco Crédito Predial Português, dirigido por chefes políticos da monarquia. Os republicanos reclamavam, acima de tudo, com a ordem forçada em que se vivia, reclamavam uma “greve geral” e a ideia, por muito disparatada que parecesse, começou a soar bem. As operações que levaram à queda da monarquia revelaram-se fáceis face à desorganização das forças monárquicas.O movimento que levou à implantação da República foi, de facto, um processo trabalhado, provocado, sucessivo, resultado da união dos esforços de dirigentes do Partido Republicano, da Maçonaria e da Carbonária, tendo surgido uma comissão promotora da república da qual faziam parte:- Na direcção política: António José de Almeida, Afonso Costa e Bernardino Machado;- Na agitação civil: António Maria da Silva, Machado Santos e Luiz de Almeida;- Na componente militar: Miguel Bombarda, Cândido dos Reis e Machado Santos.

Em Lisboa, os passos decisivos que antecederam a revolução começaram no dia 2 de Outubro em que os republicanos marcaram a revolução para a 1 hora do dia 4. Logo no dia seguinte, 3 de Outubro, Miguel Bombarda(dirigente republicano) foi assassinado, (aparentemente por um paciente perturbado).Nesse mesmo dia teve lugar a última reunião dos conspiradores, na Rua da Esperança. No dia 4 de Outubro começaram de madrugada revoltas no quartel de Infantaria 16(Campo de Ourique), Artilharia 1(Campolide) e quartel da Marinha(Alcântara). Seguiu-se o acampamento das forças revolucionárias na Rotunda, pouco depois Cândido dos Reis foi encontrado morto. Os oficiais abandonaram a Rotunda e, ao início da tarde, 2 navios bombardearam as Necessidades e a Marinha bombardeou o Terreiro do Paço. Pelas 21 horas o rei D. Manuel II caiu nas mãos dos republicanos.No dia 5 de Outubro de 1910 o dia amanheceu com duelos de artilharia na Avenida mas, pelas 9 horas da manhã, José Relvas proclamava a República no edifício da Câmara Municipal de Lisboa.Na mesma data a família real partiu para o exílio.

Foi constituído um governo provisório e Joaquim Teófilo Braga foi o primeiro Presidente. Foi publicada a primeira Constituição em 1911 e só depois é que foi eleito o Dr. Manuel de Arriaga como o primeiro Presidente da República.O início do regime republicano foi, no entanto, muito conturbado e difícil. A herança de um orçamento deficiente impossibilitou um melhor desenvolvimento e logo o operariado se manifestou, os políticos não se entendiam e os sucessivos governos foram caindo, além disso, a 1ª República era anticlerical pelo que recebeu a oposição da Igreja Católica.A República ainda tentou dar alguns passos pela imposição de leis contra o analfabetismo, pela reforma agrária e pela democratização do país mas, governos sucessivos falhados (houve um que durou apenas uma tarde!) em 1917/18 Sidónio Pais instalou-se no poder e, em 1926 o Marechal Gomes da Costa derrubou a Democracia e instaurou a ditadura, designada por Estado Novo, muito devido ao descredito que os sucessivos governos portugueses, (com a duração de semanas ou de poucos meses) tinham junto da opinião pública mundial e que tinham arrastado Portugal para uma crise económica e social sem precedentes.Curiosamente, nesta mesma data, foi assinado o Tratado de Zamora, que proclamou a fundação oficial de Portugal.

Este Tratado, foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, marcando geralmente a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.

Vitorioso em Ourique, em 1139, Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurou conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143, com a presença do cardeal Guido de Vico.

A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, mas o título de Rei de Portugal, que Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal Guido de Vico, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.

terça-feira, outubro 2

FONTE DA PRAÇA DE TÂNGER EM ESTADO LASTIMÁVEL

Quando nos deslocamos à praça de Tânger, situada mesmo em frente ao edifício sede do Sporting Clube Farense e junto ao Hospital Distrital (agora Central) de Faro, deparamo-nos com este cenário desolador.

Parece impossível mas é verdade...O executivo camarário da capital de distrito permite que a fonte de uma importante praça da nossa cidade (geminação da cidade de Faro, com a cidade marroquina de Tânger) permaneça neste estado de abandono e desleixo, onde é bem visivel, para além da água digna de um pântano inquinado, o lixo dentro e em redor desta fonte. Será que é isto que queremos para Faro?

A Comissão Política de Secção da JSD/Faro lamenta mais uma vez que a cidade seja vítima de abandono e questiona-se sobre a existência ou não de uma política de manutenção e estratégia urbana por parte do executivo em relação ao concelho.

Esta Comissão Política teve oportunidade de demonstrar por diversas vezes, que este não é um caso isolado em matéria de manutenção e limpeza da cidade. Assim, mais uma vez, a JSD/Faro apela para que esta situação seja rapidamente corrigida de forma a evitar cenários destes que em nada contribuem para o bom nome da cidade e do concelho.