segunda-feira, outubro 30

JSD/FARO AFIXA FAIXAS DE CONTESTAÇÃO NA CIDADE

A JSD/Faro colocou este fim-de-semana, por toda a cidade diversas faixas alusivas ao 1º ano de mandato do executivo socialista na Câmara Municipal de Faro.

Esta mensagem política "Um ano passou e Faro parou!" apenas reflecte a opinião geral dos farenses sobre a forma como o Município de Faro tem sido gerido ao longo destes primeiros 12 meses de mandato, sendo um complemento ao comunicado que foi lançado por esta estrutura partidária na passada semana.

Perante este primeiro ano de mandato, a JSD/Faro olha com bastante apreensão para o futuro de Faro, pois para além de verificar que a Câmara está parada, não vislumbra novos projectos, ideias, nem acções para a modernização e desenvolvimento da capital do Algarve.


sexta-feira, outubro 27

TAXA DE DERRAMA

Depois de há 15 dias atrás, a proposta de 10% para a taxa de derrama apresentada pelo executivo socialista ter sido chumbada na Assembleia Municipal por toda a oposição, a mesma foi aprovada ontem à noite com os votos favoráveis do PS e PSD, desta vez com uma percentagem de 9%.

Para a JSD/Faro, a questão da derrama é extremamente complexa. Existe aqui um indisfarçável foco de tensão, entre a importância de arrecadar receita suficiente para que o executivo possa fazer face aos compromissos assumidos e definir os seus objectivos estratégicos para o ano 2007 e a necessidade de aligeirar a carga fiscal que, penosamente, sobrecarrega os Farenses.

Reparem que, ao invés de se reformar profundamente o Estado, promovendo a sua eficiência, desburocratizando-o e atacando fontes de despesismo, optou-se por onerar de um modo significativo os contribuintes e as empresas, que já atingiram o patamar próximo de impostos suportável, empurrando-os para situações de pré-pobreza, no caso dos contribuintes individuais e na multiplicação de casos de insolvência, nos casos das empresas que provocam indesmentíveis reflexos em fenómenos como o desemprego, a escassez de investimento e a deterioração da coesão económica e social.

O Sr. Presidente da Câmara, numa recente entrevista, considerou que o chumbo da derrama na taxa máxima favorecia as grandes empresas do concelho. O Sr. Presidente sabe tão bem, como todos nós, que 95% do tecido empresarial Farense é composto por PMEs, muitas delas de rendimentos escassos, existindo a agravante dos concelhos vizinhos a Faro, não apresentarem este imposto. Aliás, em todo o Algarve apenas há 3 concelhos com este imposto: Faro (9%), Lagos (5%) e Tavira (2,5%). Assim, com esta taxa de derrama, como é possível incentivar a fixação de novas empresas, que geram riqueza, que geram trabalho e que geram investimento no nosso concelho?

O que o Sr. Presidente deveria dizer é que a finalidade de impor uma taxa de derrama de 9% resulta da Lei das Finanças Locais que lhe retira espaço de manobra orçamental porque Faro perde 5% das transferências dos fundos municipais atribuídos pelo Estado e o Sr. Presidente não sabe onde os vai buscar.

Neste sentido, a JSD/Faro apesar de reconhecer as dificuldades financeiras da Câmara, também considera que não é correcto, nem justo que seja o débil tecido empresarial farense a pagar pelos desmandos do Governo e a ser castigado pela má gestão e pelo desgoverno a que esta cidade tem sido submetida, considerando que é mais importante ter um tecido empresarial pujante, onde a taxa de investimento e de criação de emprego sejam uma realidade.

Assim, esta Comissão Política, considera que teria sido muito mais vantajoso ter aprovado uma taxa de derrama entre os 6 a 5%, como aliás foi sugerido pela oposição na penúltima Assembleia Municipal, aquando do chumbo da proposta de 10% (taxa máxima permitida por lei) apresentada pelo actual executivo.

quinta-feira, outubro 26

NOVO ESCÂNDALO NA FCT

Isto já começa a ser demais!!!

De acordo com notícia avançada pelo jornal online "Observatório do Algarve", elementos da Universidade estão à procura de “alunos-mistério” que denunciaram a situação do cursos ligados à informática. Depois de perguntas nas aulas, iniciou-se a “perseguição” informática.


“Estão a tentar saber quem somos”, garante um dos alunos que relatou, na semana passada, a situação complicada do curso de informática, na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade do Algarve.

Segundo a mesma fonte, alguns professores começaram por tentar saber nas aulas quem tinha denunciado o atraso na publicação das notas, bem como o mal-estar existente entre os alunos.

Uma vez mais, o Observatório do Algarve tentou o contacto com o presidente do Conselho Directivo da FCT, Paulo Pinheiro, mas sem sucesso.

Sr.s Professores e demais responsáveis pela FCT, em vez de andarem a "perseguir" os alunos que apenas reclamaram de uma situação inaceitável e vergonhosa para qualquer boa Faculdade que se preze, era bom que resolvessem de uma vez por todas os problemas que se arrastam há anos dentro dessa Faculdade. É que a vossa má fama, saia nos jornais ou não, já é conhecida em todo o lado. Será que têm orgulho nisso?

Antes de terminar deixo aqui outra questão que considero pertinente. A Associação Académica para além de organizar a Semana Académica e passear pelos ENDAS, não deveria tomar uma medida de peso sobre estes problemas?

FARO E OLHÃO

O Jornal “O Olhanense” publicou na sua última edição um artigo de opinião da responsabilidade do Sr. Leal Branco, com o sugestivo título “A Culatra é Nossa!!!”

Neste artigo, que teve direito a honras de 1ª página, o facto das povoações da Culatra, Hangares e Farol estarem submetidas administrativamente a Faro é aberrante! Pois a ilha da Culatra foi e sempre será Olhão!

Apesar do autor, reconhecer que Olhão não tem sabido, ou melhor, não tem querido saber do assunto, este considera que “hoje, 2006, Século XXI, temos finalmente a oportunidade de, com toda a justiça, poder vir a transferir a Administração da Culatra para Olhão, pois até existe um aumento demográfico considerável, há o interesse das pessoas, há um Governador Civil natural de Olhão, há um presidente da Câmara de Faro natural de Olhão, sendo todos da mesma família política, incluindo a Autarquia de Olhão! Querem melhor?!...”

Perante a suposição que o Sr. Presidente da Câmara de Faro, bem como o Sr. Governador Civil (pelo facto de serem Olhanenses e de serem da mesma familia política da autarquia da nossa cidade vizinha), permitirem o processo de transferência da administração da dita ilha barreira da Ria Formosa para a cidade de Olhão, espera-se que os mesmos transmitam ao jornal Olhanense a sua discordância perante este assunto.

quarta-feira, outubro 25

Nascidos antes de 1986

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta á base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "á prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags viajar á frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos. Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos, se os quiséssemos encontraríamos á rua. Jogávamos ao elástico e á barra e a bola até doía!

Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu Os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. És um deles? Parabéns! Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem As nossas vidas, "para nosso bem". Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de ler acerca de nós. Isto meus amigos é surpreendentemente medonho...e talvez ponha um sorriso nos vossos lábios: A maioria dos estudantes que estão nas universidades de hoje nasceram em 1986...chamam-se jovens.

Nunca ouviram "we are the World" e uptown Girl conhecem de westlife e não Billy Joel. Nunca ouviram Falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi Redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia deus da dança. Acreditam que Missão Impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco. Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:

1 Entendes o que está escrito acima e sorris.
2 Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3 Os teus amigos estão casados ou a casar.
4 Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.
5 Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6 Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7 Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.