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terça-feira, setembro 15

Eng.º Macário Correia pedala por um Passeio Ribeirinho digno da Capital

No passado dia 5 de Setembro decorreu um Passeio Ribeirinho de BTT organizado pela JSD/Faro no âmbito da Coligação “Faro está Primeiro”, nomeadamente PSD, CDS-PP, MPT e PPM.

À medida que o Sol ia nascendo o grupo de entusiastas ia crescendo e juntando-se à entrada do Castelo perto da antiga fábrica da Cerveja em Faro, iniciando-se o passeio com um pequeno discurso pelo candidato à Câmara Municipal de Faro Eng.º Macário Correia, que de seguida deu o tiro de partida.


Na organização estavam os seguintes elementos da JSD/Faro, Pedro Abrantes, Jorge Mateus, Lília Martins, João Louzeiro, Nuno Graça, Hélouisa Julia e Nuno Afonso que foram incansáveis no apoio que prestaram aos participantes ao longo de todo o percurso de 27km.

Neste bonito passeio ribeirinho tivemos caras conhecidas como o Eng.º Macário Correia, o Professor Rogério Bacalhau Coelho, a Arquitecta Teresa Correia, a Professora Alexandra Gonçalves, o Steven Piedade, o Pedro Cláudio, Lília Martins entre outros.


O percurso foi bastante rico em diversidade urbana e natural começando pela passagem entre o Castelo e a Ria junto ao cais de embarque para as Ilhas de Faro e Deserta, onde pudemos ver o estado degradado em que esta zona se encontra.



Contornámos a Doca de Faro pelo passeio até chegar à linha dos Caminhos de Ferro com o objectivo de tornar o circuito mais seguro evitando a estrada, e para que os participantes vejam a quantidade de lixo que flutua na doca, bem como os vidros partidos e os bidons de óleo dos barcos que se encontram junto aos Ecopontos da Doca. Alertando para o facto de não existir nenhum oleão em Faro quanto mais nesta zona.


Fizemos uma pequena paragem junto a um cais de madeira imediatamente a seguir a atravessar a Linha dos Caminhos de Ferro de modo a chamar a atenção para o facto da ciclovia aí marcada ser apenas um caminho de terra e pedra de calçada grande.


Tentámos seguir sempre junto à Ria para que os participantes vejam o abandono a que os armazéns estão sujeitos, carros partidos, cães vadios, mas em contrapartida admirem a bonita Ria e toda a biodiversidade que ela ostenta. Quem olha para a cidade a partir deste percurso vê toda uma série de fábricas abandonadas, degradadas, e grafitadas, entregues ao abandono. Vê também passagens ilegais e perigosas para atravessar a linha do comboio.


Ao chegar ao cais do Passeio Ribeirinho (por trás do Teatro Municipal e Restaurante de Peixe grelhado) chamamos a atenção para o abandono a que está sujeito este troço de rara beleza e grande potencial ribeirinho bem como comercial, salientando o lixo, falta de infra-estruturas de apoio aos utilizadores, falta de segurança nocturna, o piso apenas é aconselhável para passeios pedestres e de BTT, não servindo a população de forma completa.


Apesar disto todo o grupo esteve sempre com um sorriso nos lábios possivelmente pela observação da pérola do Algarve que é a Ria Formosa, neste dia soberbo.

 

Mais à frente temos uma ponte de madeira parcialmente destruída, em que o charco que se encontra por baixo não é mais que um viveiro de mosquitos e recipiente de lixo (carros de bebes, carros de compras, brinquedos, ferros, plásticos, etc), observamos mais um edifício de grandes dimensões abandonado, que até à poucos anos serviu de canil ilegal.


Passando o campo de equitação, chegamos à passagem de nível perto do Hotel Ibis na qual chamámos a atenção para o facto de Montenegro ser a Freguesia mais Jovem do Concelho. 

Para atingir o 6º quilómetro continuamos junto à Ria, passando perto da antiga ETAR (por lagunagem) e da nova ETAR de Montenegro/poente recentemente inaugurada, em que para cá chegarmos circulámos por estrada de alcatrão e mais à frente de terra em que de ciclovia apenas tínhamos desenhos de bicicletas pintados no chão.


Vamos por trás do aeroporto sempre junto à Ria, tendo uma vista privilegiada da cidade Faro e das salinas. É nesta altura que estão a retirar o Sal, poderemos observar as técnicas usadas à medida que os aviões nos sobrevoam.


Chegando à Praia fomos tomar banho, dando uns mergulhos para refrescar os ânimos, aproveitando para chamar a atenção para o facto de não haver praticamente estacionamento para bicicletas, o que limita bastante a utilização da Praia por ciclistas apesar das óptimas condições climatéricas que o Algarve possui.


Voltámos para Faro pelo mesmo percurso já reabastecidos, no entanto preocupados por este passeio magnífico se estar a aproximar do fim, mas sempre na esperança de que se verifiquem mais iniciativas desta natureza.


Tratou-se de um evento que tem recebido os parabéns por diversos Farenses e entusiastas pelo BTT/competição, pelo “Faro está Primeiro” estar a apoiar e a dinamizar uma actividade desportiva e directamente relacionada com o Ambiente e o aumento de qualidade de vida neste concelho.


O Passeio Ribeirinho de Faro está construído desde 1994 e a partir dessa data não tem recebido obras de manutenção relevantes, encontrando-se sujeito ao vandalismo e utilização por várias etnias de ciganos ao longo dos últimos anos. Já vários projectos de reabilitação desta zona passaram pelas secretárias de Presidentes da Câmara de Faro, mas sem sucesso prático. Precisamos de uma pessoa com visão, e pulso forte de modo a Refazer de Faro uma Capital, porque “Faro está Primeiro”! Estamos com o Eng.º Macário Correia.


Agradecemos o facto de nos terem sido proporcionados gratuitamente o aluguer do material incluindo capacetes e bicicletas, bem como brindes, comida, sumos e águas pela Coligação “Faro está Primeiro”, não obstante do carro de apoio. Deixamos também aqui uma referência ao óptimo trabalho de apoio pelo Miguel Ângelo que nos acompanhou neste passeio conduzindo o carro de apoio, sempre bem-disposto. O nosso obrigado à Megasport pela disponibilidade em alugar-nos o material necessário e juntar-se a nós no passeio contribuindo com alguns conhecimentos técnicos, o que enriqueceu este passeio inesquecível.


Fotografias por Pedro Abrantes e João Louzeiro, texto por Pedro Abrantes

terça-feira, junho 23

Visita guiada à Mata do Pontal relança o MDP

O MDP - Movimento de Defesa do Pontal composto por entidades directamente relacionadas tanto com o Ambiente como com a Política, organizou na manhã do dia 20 de Junho uma visita guiada à Mata do Pontal, relançando este Movimento, assumindo “o compromisso de defesa intransigente dos valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa” com o intuito de chamar a atenção para o Pontal que se encontra em risco devido a “uma legislação permissiva, baseada em Projectos de Interesse Nacional (PIN)”.


Tratou-se inicialmente duma iniciativa do Bloco de Esquerda – Núcleo de Faro, à qual se juntaram a Almargem, Juventude Social Democrata / Faro, Moto Clube de Faro, o Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve e a Associação Faro 1540 recentemente criada.



Contando com um dia quente, o grupo de cerca de 50 pessoas não se fez rogado e deu por bem empregue o esforço necessário para vencer um belíssimo e rico percurso congeminado pelo Pontal, sempre com boa disposição e especial interesse nos discursos do orador Eng.º Luís Brás da Almargem, entendido na matéria.



O passeio contou com a presença do Eng.º Macário Correia candidato à Câmara Municipal de Faro, bem como João Santos Presidente da Almargem, os professores da Universidade do Algarve Patrício Serendero, João Brandão e José Moreira em representação do Bloco de Esquerda - Faro, um militante do Partido Comunista contando também com a presença do Namb e Juventude Social Democrata – Faro, não obstante os jornalistas Vítor Ruivo e Bruno Pires dos jornais algarvios Região Sul e Algarve123 respectivamente.



Foram avistados diversos camaleões, uma espécie protegida e em vias de extinção sendo um crime a sua recolha, trata-se de animais que não se adaptam em cativeiro e acabam por morrer. Outra espécie nas mesmas condições e observada neste passeio é a Tuberaria major também sofrendo um elevado risco de extinção, com um área de ocorrência muito limitada e descontínua. Poderá ser encontrada numa área actualmente reduzida a pequenos núcleos. A nível mundial 90% desta população encontra-se no Pontal. Uma árvore típica é o Sobreiro, verificando-se a presença de alguns indivíduos com várias centenas de anos. Observou-se obras como uma ponte com aproximadamente 100 anos e um forno de cal.



O lixo foi uma constante acompanhando-nos ao longo de todo o trajecto, por este motivo a organização tratou de “armar” os participantes com sacos de plástico para recolha dos resíduos.


Esta visita marcou o início da recolha de assinaturas para o abaixo-assinado apelando à defesa do PNRF e a sua devolução à população, recuperando-se o espaço natural do Pontal. Recolhidas as assinaturas, o documento será entregue nas Câmaras Municipais de Faro e Loulé, sendo o orador do passeio o primeiro a dar o exemplo prontificando-se a assinar o abaixo assinado.

Para mais informações sobre o Movimento:

http://defesadopontal.blogspot.com/

Redacção e Fotografia de Pedro Abrantes