quinta-feira, janeiro 3

LISBOA-DAKAR COMEÇA SÁBADO!

Este sábado, às 6h00 dá-se o arranque para a 30ª edição do Rally Lisboa-Dakar, a maior e a mais mítica prova de todo-o-terreno do mundo, que terminará na capital senegalesa a 20 de Janeiro.

De acordo com o Observatório do Algarve, durante os dois dias em que a prova fica em Portugal vai haver um total de 1021 quilómetros de rally, nas ligações Lisboa-Portimão (dia 5) e Portimão-Málaga (dia 6). Esta edição do Rally vai ser uma das mais compridas de sempre com 9273 quilómetros (3537 quilómetros de Ligações e 5736 de Especiais), mais mil quilómetros que a edição de 2007, onde as dunas africanas voltam a ser os maiores desafios para os pilotos.

Tal como no ano transacto, no que diz respeito aos carros, as equipas oficiais da Mitsubishi e da Volkswagen são as favoritas para chegarem ao pódio, apostando também nos mesmos pilotos da prova de 2007. Contudo, os “buggys” do francês Jean Louis Schlesser, a BMW e o Volkswagen Touareg de Carlos Sousa (Lagos Team) seguramente terão algo a dizer ao longo destes 15 dias de prova.

Nas motas, o algarvio Ruben Faria da equipa Lagos Team já teve duas "provas de preparação" este ano. Venceu o Rally de Marrocos, em Setembro, e ficou em nono lugar no Rally do Dubai, o que dá a esperança de uma boa classificação neste Dakar, tal como Hélder Rodrigues, também da Lagos Team, que na edição passada ficou em quinto na geral, conseguindo a melhor classificação de sempre de um português nas motas.

Mais uma vez a RTP vai transmitir em directo as duas "especiais" portuguesas. Sábado a partir das 11h00 e Domingo a partir 10h00. Diariamente, ao final da noite, será transmitido neste mesmo canal o resumo da etapa.

domingo, dezembro 30

MÚSICAS PARA RECORDAR

Hoje recorda-se a música da famosa série televisiva "Era uma vez o Espaço", cantada por Paulo de Carvalho (1984).


sábado, dezembro 29

EIA DA VARIANTE A FARO ESTÁ EM CONSULTA PÚBLICA ATÉ DIA 25 DE JANEIRO


O Estudo de Impacte Ambiental do projecto "Variante a Faro - 2ª Fase (Alteração) e Regularização do Rio Seco", está em consulta pública.

Assim, os interessados poderão consultar o Resumo Não Técnico e o referido estudo até ao dia 25 de Janeiro na Agência Portuguesa do Ambiente (Lisboa), na CCDR Algarve ou na Câmara Municipal de Faro. Nas Juntas de Freguesia da Conceição e da Sé poderá ser consultado o Resumo Não Técnico.

quarta-feira, dezembro 26

DISTRITO DE FARO TEM CONSUMO DE PEQUENAS QUANTIDADES DE DROGA “LIBERALIZADO” POR FALTA DE PESSOAL!

Ao estado a que isto chegou…

De acordo com noticia avançada no jornal Público, se alguém for apanhado a fumar um charro ou a inalar cocaína em pequenas quantidades no distrito de Santarém pode ter que pagar uma coima ou ser mandado para tratamento, se o mesmo acontecer no distrito de Lisboa, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra e Faro nada acontece. Neste momento há seis distritos do país onde a compra, posse e consumo de droga em pequenas quantidades não tem consequências porque as comissões de dissuasão da toxicodependência (CDT) destes distritos estão sem poder decisório por falta de pessoal.

O problema é que nos CDTs as decisões têm que ser tomadas por pelo menos dois dos três técnicos que compõem a comissão e há seis CDT, onde o distrito de Faro se insere, em que ou não existe quórum ou não há qualquer membro.

Segundo a mesma fonte, em 2001, a lei que descriminalizou a posse, compra e consumo de droga até um máximo de "consumo médio individual para dez dias" (no caso da cannabis ronda as 25 gramas) veio tirar estes casos dos tribunais, transferindo-os para as então criadas CDT.

"Nesses seis distritos a droga não está descriminalizada, está liberalizada", sublinha o deputado social-democrata Emídio Guerreiro, notando que as CDT foram criadas "como garantia da não liberalização das drogas", com "a preocupação social de tentar que os consumidores deixem de o ser".

Este deputado diz que este problema já é conhecido desde há muito, mas tem-se agravado, e o próprio actual director do IDT, em 2004, fez parte de uma comissão técnica para tentar resolver o problema. O PSD entretanto, apresentou em Fevereiro deste ano um projecto de lei para tentar resolver este problema, mas foi chumbada.

O Partido Comunista também apresentou um projecto de lei (igualmente chumbado), nota o deputado Bruno Dias. "Há muitos meses que andamos a alertar para o problema. O consumidor deixou de ser tratado como criminoso, mas o consumo não poder ser visto como algo irrelevante", afirma.

Conclusão: Vai ser mais grave fumar tabaco a partir do dia 1 de Janeiro do que andar a consumir drogas no distrito de Faro! Tudo porque as comissões de serviço do pessoal dos CDT, que têm a duração de três anos não foram renovadas.

segunda-feira, dezembro 24

A ORIGEM DO NATAL

O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Cristã, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. Ainda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas dos diversos credos como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.

Origem do Termo

Do latim 'natális', derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', significando nascer, ser posto no mundo. Como adjectivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de Dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas - italiano 'natale', francês 'noël', catalão 'nadal', espanhol 'natal'( navidad de J.C), português 'natal'.

Em inglês, a palavra que designa o Natal - 'Christmas' - provém das palavras latinas 'Cristes maesse', significando em inglês 'Christ's Mass", missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

De 'natális' deriva também “natureza”, o somatório das forças activas em todo o universo.

Aspectos Históricos

No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho directo que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu baptismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c..

Segundo estudos, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colónias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O Ponto de Vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de Novembro e primeira metade de Dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevões ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de Dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de Março e 25 de Abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de Dezembro.

Fonte: Wikipédia