terça-feira, agosto 25

Juventude passeia-se de BTT na Zona Ribeirinha

Este magnífico passeio ribeirinho vai-nos permitir acesso a uma vista privilegiada da Ria Formosa, ao longo de todo o percurso no concelho de Faro. Devido à beleza e oportunidade de boas fotografias, tanto a nível de fauna, flora, paisagem e convívio, lembramos para trazeres máquina fotográfica.

Cartaz da responsabilidade de Pedro Abrantes e Jorge Mateus

O percurso possui um grau de dificuldade bastante acessível, decorrendo em áreas planas, o que o torna ideal para idades compreendidas entre os 10 e os 65 anos de idade (menores de idade poderão participar se acompanhados por um familiar ou responsável).


Vamos circular em vários tipos de terreno, nomeadamente alcatrão, terra batida, calçada pequena e calçada grande, logo aconselhamos o uso de bicicletas apropriadas. Ter atenção e verificar o bom funcionamento da bicicleta antes do passeio.


Para suportar melhor o calor e também por se tratar de uma actividade física achamos melhor que tragas roupas confortáveis e água, havendo a oportunidade de nos refrescarmos na Praia de Faro por isso traz fato de banho se quiseres.


Local da concentração: Parque de Estacionamento de São Francisco em Faro, junto à entrada do Castelo perto da Fábrica da Cerveja
Hora do Encontro: 9h00m
Hora de Partida: 9h30m

Percurso acessível: 30 km


Aluguer de Material para quem necessite:
- Bicicleta – gratuito 
- Capacete – gratuito

Uso obrigatório de capacete. Para que possamos ajustar melhor as bicicletas alugadas aos seus utilizadores pedimos que nos indiques a tua altura. O valor a pagar pelo aluguer da bicicleta já inclui um seguro contra terceiros, convém trazer dinheiro trocado.

Esclarecimento de dúvidas:

Pedro Abrantes – 937810713

Jorge Mateus – 912078423

Lília Bispo Martins - 927674225

Dados de Inscrição:
- 1º e último nome
- E-mail

- Contacto telefónico


Inscrições limitadas e dúvidas para farojovem@gmail.com

Atenção à data limite de inscrição 4 de Setembro pelas 17h

Organização da JSD/Faro

segunda-feira, agosto 24

A variação da Variante

Artigo de Opinião no Correio da Manhã de ontem:

"A Variante Norte retirará 25 mil veículos do centro da Cidade, melhorando a qualidade de vida dos farenses, traçando novos acessos ao Aeroporto e Montenegro, à Via do Infante e Olhão."

É verdade. Desde tempos imemoriais que a população farense almejava ver este projecto concretizado! Finalmente, com um Governo Socialista em Faro, conseguiremos atingir esse objectivo!

Contudo, mais à frente, adianta:

"É obra paga pelo Estado mas fomos nós, na Câmara, que a fizemos avançar"

Ah bom...gostaria de saber o significado de "fazer avançar". É que para fazer avançar a variante, é necessário ter os terrenos disponíveis. Sem eles, não se consegue avançar, por muito que se queira.

E a última notícia que veio a público dir-se-á que é, no mínimo, surpreendente:

A Câmara de Faro já tem algumas parcelas que estão disponíveis (grande parte, pertencente à própria autarquia) mas, os terrenos dos particulares ainda não foram adquiridos ou expropriados!

Não houve sequer qualquer tipo de negociação!

E a verdade é que, quem conhece minimamente o processo de expropriação administrativa, sabe que este tipo de procedimentos, mesmo considerados de utilidade pública, são morosos, sendo ainda mais moroso o ressarcimento e as indemnizações a atribuir aos expropriados.

É puramente demagógico excusar a sua falta de trabalho colocando a culpa em executivos anteriores; mais ainda, quando faz questão de colocar outdoors propagandísticos de projectos embrionários, criando a ilusão de que se trata de obra concretizada por si próprio.

Infelizmente, para ele, a verdade é como o azeite, fazendo-o submergir no próprio lodo em que nos quer, ilusoriamente, enfileirar.

Realmente, o Dr. Apolinário já nos vai habituando com o seu sublime sentido de humor na sua homilia dominical de imprensa.

É caso para perguntar: haverá maior oportunismo político?

Eu respondo: haverá sim, quando o Eng.º José Sócrates vier cá inaugurar o lançamento da 1.º pedra, à boa maneira eleitoralista, anunciando que a obra ficará pronta daqui a mais 4 anos, com boa vontade!

Faro solidário com Ciganos

Num passado não muito longínquo, foi noticiado que Faro está no "Top 3" dos distritos que mais apoiam as famílias ciganas, através, nomeadamente, do Rendimento Social de Inserção, sendo apenas ultrapassado por Lisboa.

Lê-se no relatório que este subsídio do Estado revelou-se "uma medida da maior importância face à situação de pobreza extrema em que se encontra parte da comunidade cigana".

E para comprovar a situação de pobreza extrema que se verifica, não obstante o apoio, financeiro e não só, que a Câmara Municipal de Faro atribui a esta comunidade, atente-se nas seguintes imagens, captadas de um local às portas da cidade:

A zona de esplanada



A zona do estendal



A zona de habitação social



E isto é apenas um pequeno espectro do lastro de porcaria e imundície que reina por estes lados. Sim, porque todo o cuidado é pouco quando nos tentamos aproximar deste local, uma vez que corremos o risco de sermos fuzilados, por estarmos a "invadir" uma propriedade que supostamente é privada, mas que foi tomada de assalto por esta comunidade e que, como tal, lhes dá todo o direito de ter uma postura de domínio e soberania sobre a mesma.

Mas fosse este um problema isolado...estaríamos bem. Como será do conhecimento geral, são diversas as comunidades ciganas espalhadas pela nossa cidade, do Vale da Amoreira à Horta da Areia, do Montenegro aos Gorjões.

Outra que tem vindo a proliferar proficuamente assentou arraiais em pleno Cerro do Bruxo, num local onde outrora foi uma Pista de Motocross e que dá lugar actualmente a um faustoso aglomerado populacional que alberga mais de 50 famílias. Quel maravilhe!



Maravilha maior é a solução que o executivo camarário pretende criar. Senão vejamos:

No início deste ano foi anunciado pelo ainda Presidente da autarquia farense que até ao final de Março teria início a construção de um novo Loteamento Municipal nos Braciais/Patacão, num total de 315 fogos, dos quais 158 destinados a realojamento social e 157 a habitação a custos controlados, seguindo-se o desenvolvimento de outro empreendimento de habitação municipal em Estoi com um total de 310 habitações.

Questão para colocar: Onde estão eles? Será que o actual executivo conseguirá o milagre de os erigir em meia dúzia de semanas!?

Será esta a óptima solução a dar à comunidade cigana? Atirá-los para longe da nossa vista, dar-lhes uns apartamentos para lá colocarem os burros e as galinhas e fazerem fogueira com os tacos de madeira e o mobiliário, de modo a não incomodarem muito quem vive na cidade?

E se alguns dos fogos eram para realojamento social, os outros seriam para habitação a custos controlados...mesmo que assim fosse, imagino quantas seriam as pessoas que gostariam de ter um cigano como vizinho.

Esta não é, claramente, uma alternativa viável, uma vez que estar-se-ia a criar mais um bairro social, mais um ghetto, à semelhança do que já existe noutros locais do país e que são conhecidos pelas piores razões. (Chelas, Boavista, etc)

Qualquer estudo sociológico mais aprofundado concluirá que as famílias ciganas devem ser realojadas de forma dispersa para melhor integração.

De acordo com o último relatório parlamentar sobre portugueses ciganos, publicado em Março de 2009, concluiu-se que "as famílias ciganas devem ser realojadas de forma dispersa pela malha urbana, em vez de serem concentradas em bairros sociais, para promover a sua integração na comunidade".

Para a Comissão Parlamentar, é necessário um trabalho profundo que atente em questões como as da localização das habitações, as tipologias das casas, as características da população carenciada e a restante comunidade com quem os realojados vão passar a conviver. A este respeito, são conhecidos os casos de sucesso do Parque Nómada de Coimbra e outros que se encontram em fase de implementação, como é o caso da Marinha Grande.

Sucede, porém, que há um conjunto de preconceitos que levam a que as famílias ciganas sejam colocadas nas periferias, em terrenos impróprios ou com deficientes condições de habitabilidade, como pretende levar a cabo o actual executivo camarário.

Dar uma casa não resolve, por si só, o problema. Atribuir o Rendimento Social de Inserção muito menos, uma vez que, como todos nós sabemos, este tipo de prestações são utilizados, as mais das vezes, na compra de mercadorias para revenda.

Há todo um conjunto de incentivos e apoios que urge serem equacionados para uma efectiva integração da comunidade cigana.

Refira-se, a título exemplificativo, os apoios à criação do próprio emprego como alternativa à venda tradicional, o estabelecimento de parcerias locais, a promoção da responsabilidade social das empresas e a aposta na figura do mediador como elemento estratégico para construir postos de trabalho.

Como se vê, os projectos de habitação social sublimemente anunciados pelo Dr. Apolinário deixam antever o que tem sido e será a política para Faro: um conjunto de projectos de cabeceira, sem qualquer estudo prévio, de duvidoso planeamento e consistência práticas, que mais não passam do que outdoors irreiais prontos a iludir a população farense.

Apelo portanto, ao sentimento crítico de todos os farenses, ao conhecimento aprofundado das questões e dos projectos anunciados, de forma a que no dia 11 de Outubro, Faro deixe de ser a cidade bela que nos pretendem vender e se assuma, de uma vez por todas, como uma verdadeira Capital Regional.

domingo, agosto 23

Petição em prol da mata do Pontal já está a circular

A petição “Pela Valorização do Pontal” pretende sensibilizar a população e o poder político para a preservação deste espaço verde de Faro e Loulé.



Lutar “Pela Valorização do Pontal” é o objectivo da petição pública que foi recentemente lançada pelo Movimento de Defesa do Pontal (MDP), o espaço verde que une os concelhos de Faro e Loulé, junto à Ria Formosa.

Trata-se de um documento que, apesar de ter circulado poucos dias, já conta com uma centena de assinaturas e com o apoio de algumas personalidades de peso.

Segundo Alfredo Franco, o representante da Associação Almargem num grupo de trabalho que se formou no seio do movimento para dinamizar acções concretas, houve já «candidatos às Câmaras de Loulé e Faro», bem como «deputados à Assembleia da República» a assinar a petição.

Assinaturas que valem tanto como a de qualquer cidadão, mas que vão ao encontro de um dos objectivos do MDP.

«Queremos obter uma posição de todos os candidatos às autarquias de Faro e Loulé, seja qual for a sua cor política», referiu. Ao mesmo tempo, o movimento quer arranjar o máximo de apoiantes, para poder defender a preservação deste pulmão verde.

A ideia desta e de outras iniciativas que irão ser lançadas pelo MDP é juntar os cidadãos dos dois concelhos à causa, para demonstrar o interesse público do espaço verde.

O objectivo final é o de ver aqui criado um parque ambiental ou conseguir o reconhecimento do Pontal como área protegida.

Ao mesmo tempo, os membros do MDP, que junta associações ligadas ao ambiente, cívicas, entidades públicas e partidos políticos, querem devolver esta zona à população, através da criação de circuitos sinalizados e de espaços para estar, além de uma limpeza a todo o Pontal, onde hoje se pode encontrar muito lixo espalhado.

Os interessados em assinar a petição poderão fazê-lo em http://www.peticao.com.pt/pontal.

Além desta petição, o MDP prepara-se para criar “A Carta do Pontal”, que será uma espécie de manifesto do movimento, onde este apresentará as suas ideias e objectivos, a sua história e as razões que fazem do Pontal um local especial.

Também será promovido um passeio de bicicleta por este espaço verde.

Fonte: Barlavento Online - Texto de Hugo Rodrigues

http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=35498

Imagem:

Fotografia tirada por Pedro Abrantes aquando do passeio pedestre pela Mata do Pontal do dia 20 de Junho de 2009


Neste momento a Petição do Pontal já vai com perto de 250 assinantes, se ainda não assinaste, não percas esta oportunidade!

sábado, agosto 22

PLATAFORMA INAUGUROU GIMNODESPORTIVO

“Peladinha” entre jovens apoiantes de Macário Correia foi a primeira “competição” a ter lugar nesta “obra de Santa Engrácia”

Farta de esperar pela abertura do Pavilhão Gimnodesportivo de Faro, a Plataforma "Macário + Jovem" que congrega as juventudes dos partidos políticos que compõem a coligação "Faro está primeiro", procedeu ontem à inauguração simbólica desta maravilhosa obra de "Santa Engrácia".



Recorde-se que esta obra está praticamente terminada, mas devido a um diferendo entre a autarquia e o empreiteiro, este não a conclui, situação que se prolonga há já mais de dois anos.

Mas o mais grave desta situação não é ver esta obra praticamente acabada a deteriorar-se sem que a população farense possa usufruir dela. O grave é ver outras cidades algarvias com pavilhões similares a este, construídos há vários anos e que Faro, capital do Algarve, continue a revelar enormes e evidentes carências de infra-estruturas desportivas.

É inadmissível que Faro que conta actualmente com uma população residente superior aos 65 mil habitantes, a que se junta a população jovem estudantil da Universidade do Algarve que ronda os 7 mil estudantes, sem esquecer os numerosos clubes desportivos aqui sedeados continuem ano após ano a serem privados de usufruírem de uma infra-estrutura essencial como esta, o que revela um desnorte e uma ineficiência perante a política de desporto e de juventude levada a cabo pela autarquia.

O facto é que estamos em 2009 e é escandaloso ter o Gimnodesportivo por inaugurar pelas circunstâncias que todos nós conhecemos, ter o skate park por concluir, ainda não existir uma ciclovia digna desse nome e que as características únicas que a Ria Formosa nos oferece não sejam aproveitadas para o desenvolvimento de desportos náuticos como a vela, o remo, a canoagem, o windsurf e o kitesurf.

É com este estado de coisas que não nos podemos conformar e esperamos que daqui a dois meses um novo executivo autárquico, liderado pelo Eng. Macário Correia, termine de vez com este estado de inércia que tem assolado Faro de uma forma dramática nos últimos anos.

Plataforma "Macário + Jovem"

Fotografias de Pedro Abrantes e Nuno Antunes